02/03/2011

FRANCESCO E GISELE - ITALIA, NY E UM FUTURO NO BRASIL....


Francesco Passalacqua  em NY


















 


Francesco Passalacqua  e um  italiano de 31 anos, que vive entre a Italia e Nova York e que esta para transferir-se para o  Brasil ate o fim deste ano.
Francesco e um tipo versatil e sem preconceitos  tipico de quem vive em giro pelo mundo. Em NY Francesco  trabalha como todo emigrado. Na parte da manha presta servicos na Big Apple  e a noite se transforma em DJ.
Em tempos onde sites de relacionamentos como facebook, twitter e outros dominam o cenario web, nao e dificil encontrar historias de pessoas que se conhecem por este sistema. E nao foi diferente para Francesco e Gisele, sua namorada brasileira que mora no Brasil......
Esta e a historia de um casal de namorados que juntos planejam construir um futuro no Brasil, pelo menos nos proximos 10 anos.
Visto que estou aguardando o ponto de vista de Francesco sobre essa nova aventura e que mulheres dao mais detalhes que os homens, decidi entao convidar Gisele para contar um pouco de como iniciou esta historia........ 


Francesco e Gisele em Nova York

Olá! Inicialmente gostaria de me apresentar. Meu nome é Gisele, tenho 24 anos, acabei de me formar em Engenharia Civil na UnB-Universidade de Brasilia, sou de Salvador (Bahia), mas moro em Brasília há quase 20 anos. Atualmente, moro em Águas Claras (um bairro bem próximo à Brasília) e estou namorando há 3 anos com o Francesco. Ele é italiano e mora próximo a Palermo, na Sicília. Mas desde 2000, e viaja muito para os Estados Unidos para trabalhar. Em 2007, finalmente, depois de muitas viagens entre Italia e EUA ele se mudou para Nova York e, desde então, está morando lá.
Nossa história começou em julho de 2007 quando eu estava baixando uma música num programa chamado BearShare, eu vi o perfil dele e fui conversar sem pretensão nenhuma. Mas aí a gente começou a conversar todos os dias a conversa se tornou interessante e, depois de 6 meses, ele resolveu vir me visitar no Brasil.
 Na época eu estava passando férias em Salvador, portanto, ele comprou a passagem para lá.
Em janeiro neva muito em NY e infelizmente o vôo dele foi cancelado de última hora. Deu tudo errado, mas mesmo assim, a gente não desistiu e ele veio pela primeira vez no Brasil em fevereiro de 2008. A esta altura eu já tinha voltado de Salvador e estava em Brasília.
Então, o Francesco veio para Brasília e  ficou 1 semana aqui. Essa semana foi mágica! Parecia que tinha sido 1 mês ou mais. Deu tempo para fazer muita coisa! Ele conheceu a cidade, minha família, e tudo deu certo! Depois daquela semana, eu tive muita certeza de que ele era o homem certo para mim J
Enfim,... foi assim que a gente se conheceu.
Durante esses 3 anos a gente se via praticamente a cada 6 meses. Ou eu viajava para NY, ou ele vinha pra Brasília, ou a gente ia pra Itália visitar a família dele.

Familia Passalacqua reunida na Italia

Gisele e sua  1ª viagem para a Itália.
A primeira vez que eu fui para a  Sicília (dezembro de 2008), assim que o avião começou a pousar, eu vi aquela água azulzinha do mar rodeada de montanhas. Fiquei muito encantada! Era muito lindo! No Brasil, não se vê tanta montanha de uma vez só em lugares povoados (pelo menos eu nunca vi). Lá, eu percebi que a montanha fazia parte do lugar e dava uma vista incrível para as casas. Eu não falava nada de italiano, muito menos o dialeto siciliano que é mais complicado ainda. Então, foi bastante complicado não poder me comunicar com quase ninguém, já que eu só falava inglês, o que não foi muito útil por lá. Eu esperava um caos total! Primeira vez que ia conhecer a família do Francesco inteira e eu não ia poder dizer nada para eles. Claro que ele  me ajudou a traduzir, mas nem sempre era possível e, na prática, isso não funciona tão bem assim. Enfim, estava “assustada” por não saber o que dizer, o que fazer, como me comunicar. Mas assim que cheguei ao aeroporto e encontrei os pais do Francesco (Graziella e Antonino), eles me deram um abraço tão forte, tão sincero, como se eu fosse uma conhecida que eles não viam há anos. Esse abraço foi tudo! Me senti totalmente acolhida naquele momento e nem precisei saber falar italiano. Os gestos significaram mais do que palavras. E assim foi com toda a família dele. Me acolheram como se eu fosse de casa. Talvez até mais! Que povo hospitaleiro!
Continuando a história...
Quando você está num relacionamento à distância, é natural pensar em se juntar algum dia. Ou seja, ou eu iria morar em NY, ou ele viria para Brasília. Essas eram as opções. Mas eu não poderia me mudar antes de me formar. Então, eu comentei com ele que eu sempre quis fazer um mestrado ou um doutorado fora do Brasil. Seria perfeito unir o útil ao agradável. Eu ia poder morar em NY, ficar com ele e ainda me especializar fora do país. Parecia perfeito o plano! Mas depois de me informar sobre o assunto, vi que o custo seria muito caro! Fiquei sabendo com um professor de uma universidade de NY que bolsa para mestrado em engenharia é muito difícil de ter. Existem praticamente so para doutorado. E sem bolsa, as condições seriam muito mais complicadas, já que a faculdade lá não é nem um pouco econômica. E, ao mesmo tempo, a gente via a economia dos EUA ir por água abaixo. Conseguir trabalho estava ficando cada vez mais difícil. Por outro lado, o Brasil está crescendo como nunca! A área de engenharia, nem se fala! O investimento em infra-estrutura está aumentando cada vez mais e, por incrível que pareça, estão faltando profissionais para suprir o setor da construção civil. Aqui em Águas Claras onde moro, a construção não pára! É absurdo a quantidade de prédios que já tem aqui e ainda estão construindo muito mais. Esse é um momento de ascensão e é na minha área!
Observando essa oportunidade e sabendo que eu poderia fazer um mestrado com bolsa na UnB, onde os professores de geotecnia são excelentes, eu percebi que seria melhor ficar por aqui mesmo! Mas, ao mesmo tempo, até para o Francesco seria bom também! Ele foi para os Estados Unidos porque lá ainda e o país das oportunidades. Mas nos últimos anos, isso vem mudando. Como o Brasil está em ascensão, eu acredito que agora é a hora de investir e de criar uma oportunidade aqui enquanto estamos jovens em uma boa fase. 
Gisele e Francesco em Salvador-Bahia em 2010.
O Francesco diz que na verdade  nunca quis morar nos Estados Unidos. A idéia dele era vir para o Brasil depois de juntar bastante dinheiro por lá. Mas como agora surgiu a oportunidade aqui, ele acabou pensando em antecipar essa mudança  ate o final deste ano.
Ele pensa em abrir um negócio proprio, que pode ser uma sorveteria, um bar, um restaurante,... a idéia ainda está sendo gerada. Estamos confiantes e acredito que tem tudo para dar certo, principalmente quando ele colocar o seu  toque italiano nas comidas.
           Bom esse é apenas o início, espero poder contar o desenrolar da nossa história e que tenha um final feliz!